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Arquitetura de software
Arquitetura em entrevista sênior é sobre justificar trade-offs de longo prazo: como separar responsabilidades em camadas ou hexágono, o que acoplamento e coesão significam na prática, quando um monólito modular vence microsserviços, e como reconhecer as decisões que são baratas de adiar e as que são caras de errar.
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Principais perguntas de Arquitetura de software
ver todas →Acoplamento e coesão na prática
Coesão: o módulo tem um propósito só. Acoplamento: o quanto depende de detalhes de outros. Quer alta coesão (fácil de mudar) e baixo acoplamento (mudança não cascateia).
FácilPlenoArquitetura em camadas x hexagonal (ports & adapters)
Camadas: dependência flui pra baixo, domínio acaba amarrado à infra. Hexagonal: domínio no centro define ports; adapters na borda; dependências apontam pra dentro.
MédioPlenoMonólito modular x microsserviços
Monólito modular por padrão (um deploy, transação local, refatoração fácil). Microsserviços quando escala desigual ou times independentes justificam o custo distribuído.
DifícilSêniorDecisões reversíveis x irreversíveis (one-way doors)
One-way door (modelo de dados, fronteira de serviço, auth, API pública): protótipo + trade-offs antes. Two-way door (lib, nome, formato): decida rápido e ajuste depois.
DifícilSêniorADR: registrar decisões de arquitetura
Doc curto e versionado: contexto, decisão, alternativas, consequências. Preserva o 'por quê' que o diagrama perde. Imutável — decisão nova supersede a antiga.
FácilPlenoConsistência eventual: o que muda no design
Réplicas veem o valor antigo até convergir. Design: não assuma read-after-write, torne operações idempotentes, e ponha consistência forte onde a regra exige (saldo, estoque).
DifícilSêniorCQRS e event sourcing: o que são e quando não usar
CQRS: modelos separados de escrita e leitura. Event sourcing: estado = log de eventos imutáveis. Poderosos mas complexos — over-engineering pra um CRUD comum.
DifícilSêniorLei de Conway e o 'inverse Conway maneuver'
Conway: o sistema copia a estrutura de comunicação da org. Inverse Conway: primeiro escolha a arquitetura desejada, depois reorganize os times pra espelhá-la — a estrutura social puxa o sistema.
MédioSêniorCenário: substituir um sistema legado sem um 'big bang'
Big-bang falha: regras implícitas não documentadas, alvo móvel, risco concentrado num dia. Strangler fig: proxy na frente, migra função por função, o legado encolhe, dá pra reverter a qualquer ponto.
DifícilSêniorPor que retry exige idempotência (e timeout exige retry)
Timeout não quer dizer 'não aconteceu' — retry cego de operação não-idempotente duplica efeito, e retry storm impede a recuperação. Precisa: idempotência + backoff com jitter + teto + circuit breaker.
DifícilSêniorOnde traçar a fronteira entre módulos/serviços
Bom: por capacidade de negócio / bounded context — vocabulário coeso, muda por razão própria, interface pequena. Ruim: por camada técnica (feature atravessa tudo) ou cedo demais por adivinhação.
DifícilSêniorYAGNI x deixar a porta aberta
YAGNI forte pra features e abstrações prematuras (baratas de adicionar depois). Cuidado extra só nas decisões estruturais caras de reverter. Simplicidade bem fatorada deixa a porta aberta melhor que indireção especulativa.
MédioSêniorFalar de dívida técnica com quem não é técnico
Traduza pra impacto de negócio com dados (velocidade, retrabalho, incidentes). Enquadre como investimento com ROI, ofereça opções com trade-off, integre ao fluxo (fatia por sprint). Nem toda dívida vale pagar.
MédioSênior
Perguntas frequentes
O que os entrevistadores mais avaliam em arquitetura de software?
Arquitetura em entrevista sênior é sobre justificar trade-offs de longo prazo: como separar responsabilidades em camadas ou hexágono, o que acoplamento e coesão significam na prática, quando um monólito modular vence microsserviços, e como reconhecer as decisões que são baratas de adiar e as que são caras de errar.
Quanto tempo leva pra treinar arquitetura de software até me sentir pronto?
Depende do seu ponto de partida, mas a maioria sente diferença depois de 2-3 simulações completas com revisão das perguntas erradas — é aí que os padrões que se repetem em entrevista real ficam visíveis.